Os
anos 90 foram uma época vibrante no Ocidente. A queda do Muro de Berlim,
seguida pela derrocada das ditaduras comunistas do leste europeu, criou, no
ideário popular, a imagem de um futuro esplendoroso, onde a superpotência
vencedora da Guerra Fria iria reinar absoluta e com ela seus valores e
tradições. Muito embora houvesse ainda guerra nos Bálcãs e AIDS na África, a
história parecia ter chegado ao fim. A ruína do totalitarismo vermelho na
Europa fez parecer que era realmente verdadeira a antiga crença ocidental de
que a humanidade marcha inexoravelmente rumo ao progresso.
A
estabilidade deste novo desenho geopolítico, juntamente com uma prosperidade
econômica sem paralelo na história, criou as condições para a aceleração de um
projeto antigo, iniciado ainda no fim da Primeira Guerra. Após séculos de beligerância
praticamente ininterrupta na Europa Ocidental (no período de 1500 a 1799, a
Espanha esteve em guerra 81% do tempo, a Inglaterra 53% e a França 52%¹) cujo
auge foi o horror de 1939-45, chegou-se ao consenso de que a total integração dos
estados europeus seria a melhor maneira de evitar a volta desse passado
sangrento. Decidiu-se, então, que esse esforço deveria, necessariamente, passar
pela transferência das soberanias nacionais para órgãos supranacionais. O que
começou como o projeto de integração econômica da Comunidade Européia do Carvão e do Aço ainda na década de 1950, desencadeou um processo contínuo no qual os estados europeus
foram, gradativamente, abrindo mão de suas autoridades nacionais e de sua
autonomia política em favor de uma elite obscura e não eleita em Bruxelas.
Assim se deu o processo de criação do mastodonte estatal que se conhece hoje
por União Européia.
Sempre
em conformidade com as Nações Unidas, cujo primeiro esboço foi a extinta Liga
das Nações do período entre-guerras, a União das Repúblicas Social-Democratas
Européias enxerga dois obstáculos imediatos a seu projeto de poder total no
Ocidente. O primeiro, e mais antigo, são os valores judaico-cristãos, que permeiam
e alicerçam todas as estruturas e instituições que deram origem ao que hoje se entende
por Civilização Ocidental. Tendo na
Igreja Católica sua face mais visível e imponente, esse complexo engloba ainda
o restante da Cristandade, com suas diversas dissidências internas, e a
resiliência milenar do Judaísmo, materializada no Estado de Israel. Esse esforço
de dominação global conta com um análogo muçulmano no Oriente Médio, outro na
Rússia euro-asiática e outro chinês no restante da Ásia.
O
segundo foco de resistência às pretensões políticas das corporações
transnacionais no Ocidente é a própria existência dos EUA como nação soberana.
Mais que um mero produto de levante armado como tantos na história, a América é
uma idéia que deu certo. Diferentemente de sua contemporânea francesa (bem mais
famosa e muito mais celebrada), a Revolução Americana mostrou desde cedo uma
firme preocupação em preservar todo legado positivo herdado da metrópole,
apesar do natural ressentimento dos colonos em relação aos excessos da administração
britânica. Foi esse instinto conservador americano o que determinou a brutal
diferença entre os rumos que as duas revoluções tomaram.
Guardadas
as devidas proporções, o domínio exercido pela Grã-Bretanha nas Treze Colônias é
o equivalente da influência da Igreja Católica no Anciént Regime francês. Enquanto as primeiras citam Deus quatro
vezes em sua Declaração de Independência de 1776, duas décadas depois os
europeus instituem a primeira religião política da história contemporânea e estabelecem
no genocídio de cristãos do Terror o marco inicial da era dos assassinatos em
escala industrial. Se o movimento de Washington, Adams e Jefferson dá origem ao
mais bem-sucedido Estado de Direito já estabelecido na face da Terra, as
farândolas lideradas por La Fayette, Sieyès e Robespierre desembocam numa
loucura sanguinária, seguida de um regime caótico de golpes de estado, que só
poderia terminar numa ditadura militar.
A
mera comparação dos resultados de dois eventos que têm em sua origem a luta
contra a tirania dá a medida de como os meios determinam os fins: enquanto os fouding fathers americanos reconheceram
nos valores judaico-cristãos herdados de seus colonizadores um fator
indispensável na edificação de sua república, os franceses se empenharam em
fazer tábula rasa da natureza humana, destruindo tudo que encontraram para
criar algo totalmente novo no lugar. O próprio desenrolar dos fatos mostrou como
nada de bom pode surgir do completo aniquilamento do que passou pelo teste do
tempo.
Exatamente
como os revolucionários de 1789, o objetivo principal do establishment midiático-cultural ocidental é a demolição sistemática
de toda sensibilidade judaico-cristã do imaginário popular. O projeto de poder
global nascido do casamento entre Maastricht e Breton-Woods exige a criação de uma
agenda cultural diametralmente oposta aos valores tradicionais ocidentais.
Na
esteira destas transformações, juntamente com o advento da internet e a
consolidação da televisão como meio de comunicação de massa, seguida da
consequente distribuição de opinião, comportamentos e modos de pensar por
atacado, surgiram alguns dos fenômenos de mídia que marcaram época. Como
qualquer cultura de massa, o segredo de séries como Friends é que elas
representam de forma incisiva os principais anseios de uma geração. A chave da
popularidade dos seis amigos de Nova York é o fato de suas vidas serem o
retrato dos sonhos da juventude dos anos 90. Na verdade qualquer um pode se
identificar em maior ou menor grau com qualquer um dos protagonistas.
Tão
indiscutível quanto o sucesso da série são os valores que seus personagens
transmitem de forma mais ou menos oculta. Muito da grande adesão do público (millenials em sua esmagadora maioria) ao
sitcom se deve, sem dúvida ao seu
forte e mal disfarçado viés sexista misândrico. Mais que nos enredos dos
episódios, muito disso se reflete nas características próprias de cada
personagem.
Juntamente
com Rachel Green, Ross Geller é o personagem que melhor ilustra essa tese.
Tímido e inseguro, o típico garoto de classe média parece ter sido criado pelos
pais numa redoma e desde cedo, em virtude da criação que recebeu, criou a
ilusão de que é especial. Essa mentalidade o atrapalha por demais em suas
relações da vida adulta. Bem sucedido profissionalmente, Ross é o retrato do CDF
da sala: o orgulho dos pais e queridinho dos professores, academicamente muito
competente, mas, ao mesmo tempo, quase um completo retardado sócio-emocional.
Em virtude disso ele mesmo é quem mais é motivo de chacota na série.
Ph.D
em paleontologia, Geller sofre quase todo tipo de humilhação social e emocional
a que um homem pode ser submetido. A primeira temporada é especialmente prolífica
em mostrar essas situações. É nesse estágio que é apresentada a história do seu
primeiro divórcio. Ao estilo Alan Harper (Two And a Half Men), Ross é
dispensado por Carol, sua ex-esposa, e ainda tem que se contentar em vê-la se
descobrir lésbica, grávida dele e com planos de criar a criança com a
companheira, Susan. Esta nada mais é do que uma caricatura, que utiliza o
jocoso apelido de “bobo do esperma” para se referir ao ex-marido da
companheira. O episódio da cerimônia de união de
Carol e Susan representa nada mais do que o ideal de
completa subjugação do homem enquanto macho pregado pelo feminismo radical
dominante no mainstream midiático
ocidental (algo tão claro que até os mais intransigentes
militantes saltimbancos reconhecem). A título de
informação, a ministra que celebra o evento é a meio-irmã lésbica de Newt
Gingrich, famoso político conservador do Partido Republicano. A própria Marta
Kauffman, co-criadora da série, já disse em entrevista que a escolha dela para
o papel significou “a
bit of ‘fuck you’ in it to the right wing”.
Há
várias outras passagens que atestam isso de maneira cristalina. Vale lembrar a cena
(quarto episódio da terceira temporada) em que Ben, o filho de Ross e Carol, “escolhe”
uma Barbie como brinquedo, ocasião em que Ross e Joey são censurados por tentarem
convencer o garoto a trocar a boneca por um G.I. Joe.
Outra
situação curiosa é aquela na qual Ross (sempre ele) acidentalmente machuca uma garotinha que vendia biscoitos (décimo
episódio da terceira temporada). Mais sutil que o fato de, mesmo inocente, ele
ser continuamente tratado
como um monstro por todas as pessoas com as quais tem
contato no decorrer do episódio, o que geralmente passa despercebido é o
aspecto visual do quarto da criança, decorado com uma temática de espaço
sideral. Óbvio que o fato de ser do sexo feminino não define nem determina seus
gostos e aptidões, muito menos a impede de ser o que bem entender (desde que
tenha competência e mérito para tal). A questão é que é mais verossímil
imaginar um quarto de uma menina de nove anos enfeitado com princesas, flores e
bonecas do que com ônibus espaciais e estrelas. Como se isso já não bastasse
para criar ao menos uma leve desconfiança a respeito do tipo de valores que a
série promove, consta ainda o fato de ela ser órfã de mãe e de seu pai viver repetindo
que ela deveria pensar mais nos afazeres domésticos do que em se tornar
astronauta.
Alguém
mais atento talvez possa enxergar nessa série de “coincidências” certa intenção
dos roteiristas em forçar determinada agenda a uma audiência já suficientemente
receptiva a mudanças de paradigmas sociais mais profundas. Primeiro, o episódio
da boneca de Ben: Susan e Rachel alegremente fazem troça
da justa e natural preocupação de Ross em detectar, mesmo que
inconscientemente, no brinquedo feminino de seu filho homem uma face de um
esforço consciente, sistemático, escancarado e, no horror completo, assegurado
por lei de fazê-lo se sentir culpado por ter nascido homem e, no limite,
afeminá-lo e enfraquecê-lo com propósitos meramente políticos. Na passagem
sobre a garotinha escoteira é evidente o esforço em pintar o pai dela como um
monstro machista que a desencoraja a seguir seus sonhos para ser uma dona de
casa. Óbvio que isso pode sim existir, mas a regra empírica em sociedades ocidentais
são os pais que amam, incentivam e querem o melhor para seus filhos,
independente de serem homens ou mulheres.
Há
duas razões essenciais para explicar tanta ênfase do seriado em situações
estatisticamente inexistentes no Ocidente. A mais imediata é a funcionalidade do
personagem de David Schwimmer de representar o homem comum ocidental. Um
indivíduo civilizado, honesto, pacífico, inteligente, trabalhador e obediente às
leis é alguém com quem a maioria esmagadora dos homens de qualquer sociedade
alicerçada em valores judaico-cristãos pode perfeitamente se identificar em
algum nível. A escolha consciente de Ross como bode expiatório se justifica
exatamente porque ele representa com precisão cirúrgica o maior inimigo de
qualquer ideologia revolucionária no Ocidente: o homem branco, ordeiro e
heterossexual.
O mais sutil e, portanto, ameaçador propósito dessa
campanha de difamação “do bem” promovida pela sitcom símbolo dos anos 90 é a
proposta que representa ao mesmo tempo a quintessência e a raison d’étre do que se entende por Modernidade: o salvo conduto
que a humanidade se auto-atribuiu de fazer de sua própria natureza humana massa
de modelar nas mãos de engenheiros sociais ansiosos por brincar de Deus. Desde
a intenção manifesta de Rousseau de modificá-la em seu Contrato Social, de modo a estabelecer o império de sua “vontade
geral” sobre a essência individualista do ser humano, e a tentativa de seu
discípulo Robespierre de pôr em prática sua teoria; passando pelo anúncio
nietzscheano da “morte” de Deus (que não “morreu” louco agarrado a um cavalo),
até a preocupação de Mary Shelley e seu Frankenstein com os rumos que a loucura
antropocêntrica do culto à razão estava tomando (que culminou no absurdo sanguinário
do Novo Homem dos totalitarismos do século XX), a idéia de usar o ser humano
como cobaia de experimento social coletivista não é nova. O esforço de moldar o
comportamento infantil através de estímulos (exatamente à moda dos cães de
Pavlov), ilustrado de maneira tão fofa na boneca de Ben e no quarto da
escoteira vendedora de biscoitos é só a mais nova variante da tolice humana
tipicamente moderna de achar que Deus pode ser tratado como um igual.
Ainda
em se tratando de Ross, não é difícil perceber que, seguido por Chandler, ele é,
dentre os três protagonistas homens, o mais ridicularizado. Coincidentemente é
também o mais bem sucedido. Diferentemente da beleza, característica marcante
de Joey, e do humor auto-depreciativo de Chandler, a inteligência de Ross é a
mais efetiva forma de potência masculina. A satirização constante do personagem
passa a mensagem de que ser inteligente e bem sucedido, quando isto representa
um entrave à subjugação do homem pela mulher, não é motivo de admiração, mas de
gozação. O garanhão Joey, por sua vez, é
quem menos sofre deboche, mesmo sendo incapaz de saber que os Países Baixos são
um país de verdade. Pelo jeito, em Friends, quanto mais imponente for o homem,
mais ele deve ser motivo de escárnio. Para os roteiristas lacradores não é
interessante que ele se dê conta do poder que tem. Isso dá um indicativo do
porquê de o ator fracassado ser, paradoxalmente, quem faz mais sucesso com
mulheres no sitcom.
Se
as primeiras temporadas são especialmente ricas nessas situações, à medida que
a sitcom vai caindo no gosto popular e ganhando mais temporadas, essa hostilidade
desabrida ao masculino diminui e vai dando lugar a uma atitude de zombaria mais
branda. Não é difícil perceber também certo esforço na direção de inverter
alguns clichês de relações homem - mulher em situações do senso comum. Prova
disso é o episódio em que Ross é forçado por Rachel a contratar um homem para
ser babá da filha (quando, devido à delicadeza naturalmente feminina,
geralmente as babás são mulheres) e a relação de Rachel com um subordinado
quando trabalhava na Ralph Lauren, uma clara inversão de uma situação clássica
que é a relação entre o patrão e a empregada. É como se o radicalismo fosse um
mecanismo utilizado pelos criadores da série para tentar emplacá-la e,
alcançado esse objetivo, os roteiristas recorressem a uma forma de ataque mais branda.
Dentre
as protagonistas, a mais emblemática sem dúvida é Rachel Green. Estereótipo da garota fútil e vazia de classe
média, Rachel é a garota rica e bonita que sempre teve tudo na vida e faz
escolhas erradas por esporte. Uma de suas primeiras aparições na série já dá um
indicativo de seu caráter. De maneira cômica, ela aparece vestida de noiva
fugindo do próprio casamento, onde abandonou o noivo no altar. A partir de
então ela passa a morar com Monica e começa a trabalhar como garçonete no
Central Perk.
Os
traços mais marcantes de Rachel são sua personalidade superficial e sua
tendência a ter muitos relacionamentos, o que se confirma à medida que os
episódios se sucedem. Muito da popularidade da personagem de Jennifer Aniston
se deve a isso. Tanto é que o corte de
cabelo da personagem foi um dos mais copiados durante a década de 90. Da mesma
forma que Ross é o saco de pancadas ideológico da série, Rachel é o modelo a
ser emulado e a heroína da filosofia de vida promovida pela sitcom. Não por
acaso, das protagonistas, ela é a única que não casa ao final da série (já que
um dos pilares do pensamento feminista é a independência total da mulher em
relação ao homem e algumas teóricas defendem inclusive o fim do matrimônio e da
família, consideradas instituições patriarcais opressoras), e é a única que
consegue “dobrar” o garanhão Joey, inclusive grávida (porque um homem
acostumado a ter muitas mulheres iria abrir mão disso por uma só e ainda
grávida de outro...).
Sua
personalidade insensata é atraente justamente pelo fato de não haver uma
contrapartida para suas ações na série. Faça o que fizer Rachel muito raramente
sofre as consequências dos seus atos. À medida que a história se desenrola,
entre outras coisas, se descobre casos de Rachel com homens comprometidos, como
o pai de um garoto que ela cuidou num emprego temporário e inclusive com o
próprio ex-noivo quando este estava prestes a se casar com uma amiga sua.
Surpreendentemente (ou não) a promiscuidade é uma característica comum não só
às protagonistas, mas a todas as personagens. Há um episódio em que Chandler
conhece uma militar israelense que, além dele, se relaciona simultaneamente com
mais dois homens, sendo um deles o próprio marido. Sem falar na emblemática mãe
dele, escritora de romances soft porn
e definida por ele próprio como “pesadelo freudiano”, que chega inclusive a se
envolver com Ross. O mais curioso é que isso adquire uma coloração cômica no
seriado, como se essa forma de tratamento extinguisse automaticamente todos os
dilemas morais decorrentes desse tipo de comportamento.
A
comparação com outras comédias com temática sexual lançadas nos anos 2000 como
Two And a Half Men e The Big Bang Theory, permite perceber que nelas a
promiscuidade de algumas personagens é apresentada de forma cômica, mas, diferentemente
do que se vê em Friends, este tratamento não assume um caráter panfletário.
Isto é, quem escreve o roteiro não se preocupa em incentivar esse tipo de
comportamento, mas apenas em fazer o público rir dessa condição, utilizando- a
apenas como mero artifício cômico, sem intenção de transformá-la numa
plataforma de discurso ideológico ou numa ferramenta de auto-afirmação. Aí se
desenha um claro paralelo entre o conteúdo da série e o momento no qual foi
concebida. É como se o apelo sexista do sitcom fosse uma coisa feita sob medida
para se encaixar com o zeitgeist gramscista
dos anos 90. Isso explicaria seu sucesso retumbante e sua ascensão de um
simples show como tantos outros a um fenômeno cultural. Ideologias à parte, no
final tudo é questão de fazer dinheiro. Foi lançando mão disso que David Crane
e Marta Kauffman se distinguiram da multidão. Sex and the City tem o mesmo teor, foi lançada num momento
semelhante, tem o mesmo público-alvo e alcançou sucesso análogo, utilizando a
mesma fórmula.
De
forma ainda mais explícita, outro exemplo da instrumentalização do desprezo ao
sexo masculino com fins comerciais foi a popularidade alcançada por uma série
de camisetas para meninas da marca David
and Goliath, lançadas no fim da década de 90. Entre as mensagens estampadas
nas roupas era possível encontrar coisas como: “Garotos são estúpidos, jogue pedras neles!”, “Garotos
fedem” e “Eu
reciclo homens”. Segundo o Wall Street Journal, o
faturamento da David and Goliath em 2004 foi de US$
90 milhões. Troque “garotos” por “garotas” e veja a mágica
acontecer.
É
comum, em sociedades capitalistas em estágio avançado, a utilização de todo
tipo de tática de propaganda, recorrendo-se frequentemente a uma série de
artifícios para maximizar lucros que vão desde técnicas de engenharia social a
programação neurolinguística. Partindo do ponto de que sem liberdade não há
capitalismo e nem sociedade de consumo, aceitar que o problema não está em quem
vende o produto, mas em quem o compra é a única forma de avaliar a situação.
Quem comercializa apenas se aproveita dos problemas psicológicos de quem
adquire.
A questão aqui não é o limite da liberdade de criação e
de comércio. Isso é outra discussão. É o duplo padrão de julgamento que se
tornou socialmente aceitável no Ocidente o que salta aos olhos. Se o modo como
os homens são retratados em Friends e
as mensagens das camisetas da David and
Goliath são naturalmente ignorados, ao mesmo tempo em que qualquer piada de
loira, por mais estúpida que seja, é tratada como um atentado intolerável à
honra feminina, no mínimo, alguma coisa está desequilibrada. O ódio ao
masculino no Ocidente chegou a um ponto que, nas palavras de Warren Farrel,
preconceitos contra outras etnias são chamados de racismo, preconceitos contra
as mulheres são chamamos de sexismo e preconceitos contra os homens são
chamados de humor.
1 – Ferguson, Niall, Civilização, p. 63.
"preconceitos contra os homens são chamados de humor" Perfeito.
ResponderExcluirÓtimo texto! Meus parabéns. Pensar que eu já perdi tempo assistindo isso deixa-me agoniado.
ResponderExcluirvi que você comentou algo referente a este tema no Mises Brasil ,cara parabéns adorei li até a metade discordando dos seus pontos mais porque sou um fan assíduo da serie , mas de fato tive que concordar com você em muitos outros pontos. Isso se trata de um verdade inconveniente aos poucos foi criado um esteriótipo do Homem moderno e muito do cavalheirismo de alguns, deixou que fosse criado então o "...preconceitos contra os homens são chamados de humor..."
ResponderExcluirSomente pude rir do texto inteirinho, ''sou um homem que sentiu ameaçado por Friend, vidas de homens importam'' Cômico, marxismo cultural e teorias da conspiração devem completar o pensamento da ideia, logo só nos resta a rir mesmo. '' preconceitos contra os homens são chamados de humor'' Claro, logo a série inteira ridicularizando 12 de 5 falas da Phoebe ou os delírios de organização e limpeza de Mônica, não são humor, o movimento feminista considera um genocídio a imagem da mulher... Espero que entenda ironia.
ResponderExcluirMinha dificuldade aqui não é entender a pretensa ironia de sua resposta, mas a própria resposta em si, dada sua dificuldade com pontuação e concordância nominal.
ExcluirAs piadas com Phoebe e Mônica não as atingem em sua condição de mulheres, mas em sua condição de indivíduos, já que focam em aspectos específicos de suas personalidades, não no sexo delas. A graça em Phoebe não advém do fato de ser mulher, mas do fato de ser uma riponga beatnik meio desmiolada, da mesma forma que a chacota em Mônica não é porque ela encarna um estereótipo de feminilidade, mas porque é neurótica com limpeza, como qualquer pessoa, homem ou mulher, pode ser.
No mais, fico satisfeito que meu texto tenha te incomodado a ponto de você perder seu tempo precioso comentando aqui. Há mais textos no blog, fique à vontade pra criticar. Só atente pra trazer argumentos da próxima vez.
Um abraço.
Argumentos? hahaha seu texto inteirinho não tem um único, apenas teorias doidas do gênero de terraplanismo ou nova ordem mundial, não vejo o porquê do meu comentário ter argumentos se todo a baboseira que critico com ele não tem!
ExcluirCom certeza meu texto, com mais de 3 mil palavras e repleto de referências, não tem um único argumento. Seus comentários, com seu português de Luís de Camões, é que têm. Por que você não publica um texto com argumentos e posta o link aqui nos comentários, sabidão?
ExcluirInfelizmente o seu texto continua bem atual. Me surpreendeu ver o uso da palavra "lacradores" em 2013. Achei que fosse mais recente.
ResponderExcluirInfelizmente tudo o que você escreveu é verdade. Há muitos anos vem sendo feita no ocidente uma grande campanha anti-homem.
O texto é de 2013 mas fiz umas edições posteriores, por isso a palavra. De fato esse termo não era de uso corrente na época. Obrigado pela visita.
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